Viva a panelinha!
Panelinha: quem vê de longe torce o nariz, quem participa se delicia com as afinidades encontradas entre os membros. Há aqueles que condenam, eu amo todas as panelinhas das quais faço parte. Uma sala de aula é grande, diversa demais para comportar amizades aprofundadas entre todos os alunos. Por isso, os grupinhos se formam, inevitavelmente. Pra mim faz mais sentido do que relacionar-se com o todo.
Quem conversa com o mundo tem um trabalho danado, falo de prosear mesmo, não fazer social. E eu acho natural me enturmar com poucos, não com os melhores, mas com os que fazem com que eu me sinta melhor, mais eu.
Faz sentido escutar piadas que não têm graça? Procurar algo para dizer sobre o que pouco faz diferença no meu universo só para render assunto? Não! Então, vão me desculpar, darei atenção especial aos que me completam, aos outros reservarei a boa educação e troca de ideias, em menor volume do que com minhas panelas. Faço um parêntese, panelinha é chata quando em uma situação com mais gente e os amigos começam a cochichar. Piada interna quebra o ouvido dos que não entendem também.
Entretanto, tem programa que só é bom em panela. Mesa de bar com 20 lugares, para um happy hour, tenho que fazer a dança das cadeiras para falar com todos, senão a prosa fica entre os mais próximos, com menos gente todo mundo interage. O tempero nas panelinhas incorpora-se aos ingredientes melhor, só os mais habilidosos é que sabem preparar caçarolas para um batalhão, caso contrário pode faltar algo. Tá certo que tem hora que a gente quer é a mesa cheia, diversa, em festas nas quais vemos o sol raiar fica mais fácil dançar com um, contar um causo pra outro, embora eu sempre fique mais tempo com a minha panela, tem jeito não.
Célebre panelinha de Machado de Assis
Ao pensar sobre o assunto, a curiosidade fez que eu pesquisasse a origem do termo. Descobri que foi Machado de Assis quem o inventou, olha só, o que vem dele só pode ser genial, não é? O escritor realizava vários encontros na casa dele, por servir o almoço em uma panelinha de prata o grupo foi batizado com o mesmo nome. E sabe o que esta seleta panela criou? Apenas a Academia Brasileira de Letras (ABL). Eu não sei se a história procede, mas lenda ou não, ela ilustra como a reunião daqueles que se identificam pode ser produtiva.
Tá, faço parte de umas panelinhas que pouco estão interessadas em desenvolver ideias extraordinárias, o que vai sair da reunião é muita zoeira, papo furado. Porém, eu me dou por satisfeita, não preciso ser séria o tempo todo e são esses momentos leves que me dão fôlego para esvaziar a rotina, dar um descanso pro cérebro e voltar com boas ideias.
Viva a panelinha!
Panelinhas são divertidas se você não for o anfitrião kkkk já houve caso de em um encontro de ex-amigos da escola, onde se formou umas 3 panelinhas, o engraçado foi que algumas panelinhas foram compostas por pessoas que não se gostavam na escola kkkk
Beijos
Machado de Assis? Faremos nós uma “panelinha” para homenageá-lo.
rsrsr
bjs
http://WWW.PAINELPARACONGRESSO.COM
Boa ideia, Carmen. Panelinha literária 🙂
Viva a panelinha! Haha. (E viva Machado, pois a Yasmim adora, rs)
Não dá pra ser amigo de todo mundo, não cabem em nosso abraço e em nosso coração. É um fato. Deixamos todos os que quiserem se achegar, mas não buscamos todos. E levar a vida sempre leve é um dom, deixemos de nos incomodar com as panelinhas e passemos a entendê-las e vivê-las. É bem mais divertido.
http://www.adoiis.blogspot.com.br
Muito bacana o seu texto! Mas admito que sofro muito com as panelinhas dentro de uma sala de aula. Não digo em relação a fazer amizades, e sim a trabalhos. Estudo Comunicação Social – Produção em Mídia Audiovisual e trabalhos em grupo são de praxe. Bom senso é importante e dentro de uma sala de aula, quanto alunos, somos uma equipe!
Beijos querida
Adoro o seu layout, combina muito com os textos de alguma forma que não sei explicar. Isso de panelinha é complicado, sofro ás vezes por ter vários ciclos de amigos que não se dão muito entre si, acabo tendo que transitar entre eles e também entre o ciúmes e etc. Aos poucos vamos lidando com as diferenças e aprendendo a amar todos.
Beijos
http://xepadosbofes.blogspot.com.br/2015/01/look-do-dia-tudo-azul.html
Neste layout tudo tem um porquê. A fonte dos títulos, por exemplo, parece muito com minha letra. Obrigada, moça, também fico namorando o design do blog. Beijo!