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Lua Nova: um pouco de poesia

Confesso, fiquei anos sem ler um livro de poesias completo, li muitas avulsas, leio sempre, mas uma obra completa fazia anos. Retomar a leitura dos versos com Lua Nova foi um presente – primeiro porque veio das mãos do autor, Osvaldo André de Melo, segundo por ser lindo e trouxe memórias, saudades, reflexões sobre o fazer poético, amor, sexo, Deus e tantos outros temas que cabem nas linhas e entrelinhas de poemas.

Há poemas que são como  haicais, curtos e profundos, outros ocupam duas páginas. Alguns brincam com a forma disposta no papel, possibilitam uma leitura além das palavras, mania deste gênero largo, elástico. Também há várias referências e dedicatórias a pessoas conhecidas de Osvaldo, estudiosos e outros. Quando eu sabia quem para quem era o poema a leitura ficou mais interessante, carregada de mais sentido.
Lua Nova também mostra a universalidade dos versos. Há um poema que chora as mazelas que a mineração provoca na rica Minas Gerais. Durante a leitura torna-se impossível não fazer um paralelo com a tragédia de Mariana.

Poemas e poetas são visionários, carregam tantas verdades e realidades que quando são escritos até desconhecem algumas, como se fosse uma intuição, algo assim, no meu entender.

Fiquei tocada com várias poesias e deixei muitos trechos marcados, sejam por falar de mim ou de algo que percebi. Porém, Osvaldo foi além, li o que passava a todo tempo diante dos meus olhos e eu não enxergava. Foi como colocar óculos, arregalar os olhos para o que o dia a dia deixa nublado.
Lua Nova vai para minha estante para sair de lá sempre. Estou certa que vou folheá-lo, voltar nos trechos marcados e ler mais do que vi da primeira vez. Se não há escrita definitiva como fala Osvaldo, leitura tampouco, se renova a cada lida, amplia-se com os dias, fases da vida…

Separei alguns para deixar um pouco de poesia no meio de tanta prosa.

Lembrei dos companheiros que adoram viola

Verdade!

Sobre o poder do medo

SORTEIO:
Eu não só recomendo o Lua Nova como vou sortear um exemplar juntamente com dois outros livros, CDs e marcadores do Texto do Dia. Veja aqui como concorrer e boa sorte!

Talita Camargos: Talita Camargos é jornalista e flerta com a literatura, procura inspiração em conversas de ônibus, flores, familiares e amigos. Idealizou o Texto do Dia e publicou nos 365 dias de 2015 neste blog como desafio pessoal.