Teimar é brigar para não aprender

Teimar é brigar para não aprender

Fico feliz quando minhas ideias são postas a prova. Carrego um pouco de teimosia porque todo mundo tem seus caprichos, mas gosto mesmo é de deixar caminho aberto para os acontecimentos passarem e mostrarem o que vale considerar, principalmente para contrariar meus conceitos, mostrar que algumas coisas ruins têm remédio.

Mas há quem goste mesmo é das certezas e não de aprender. Gosta é de convencer o outro que ele não sabe de nada, por mais insignificante que seja o assunto. Certa vez, um velhinho pôs-se a tagarelar comigo. A conversa estava boa sem nenhuma discordância até que eu disse que meu avô era o Alexandre, ele duvidou e disse que não, eu era neta do Pedrinho. Ele falou tanto e tirou tantos argumentos sei lá de onde que por fim concordei e até hoje me pergunto se ele não tinha razão.

É claro que a conversa foi com uma pessoa de quase 90 anos e eu considerei o tempo de vida, como dizem alguns, depois de uma certa idade eles não podem ser contrariados. Aliás, poder até podem, porém alguns não admitem. Aí resta aceitar a teimosia!

O que não dá para entender é gente jovem, que ainda tem muito para ser desmentido pelos imprevistos fechar os ouvidos para qualquer ideia nova, estatística e até um fato. Sim, fato do tipo eu saber de quem sou neta e não de uma notícia que pode ter mil e uma versões. Nestes casos de poder haver controvérsias a teimosia vai além ainda, finjo concordar e deixo a pessoa enganada. Meu silêncio fica disfarçado de sim, “consentimento” por pura preguiça de dar corda para o teimoso.

Quem cala nem sempre consente, quem cala às vezes sente é preguiça de discutir com quem nunca irá ouvir, só quer falar o contrário.  Vai querer é esperar o que digo para me contrapor. É como pão ou pães é questão de opinião é aí que me calo mesmo, sem consentir.

Só bato o pé por uma ideia: teimosia é a maior barreira para aprender, evoluir. Teimo até o fim com quem quiser me convencer do contrário. Sobre qualquer outro tema pode vir discutir, desde que queira dialogar e não me convencer.

Written by Talita Camargos View all posts by this author →

Talita Camargos é jornalista e flerta com a literatura, procura inspiração em conversas de ônibus, flores, familiares e amigos. Idealizou o Texto do Dia e publicou nos 365 dias de 2015 neste blog como desafio pessoal.

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